Choque na Coreia do Sul: Promotoria pede pena de morte para ex-presidente Yoon Suk-yeol
A Coreia do Sul entrou, oficialmente, em um território histórico e desconfortável. Nesta terça-feira (13), a promotoria especial solicitou a pena de morte contra o ex-presidente Yoon Suk-yeol, acusado de liderar uma insurreição ligada à tentativa de imposição de lei marcial no fim de 2025. O movimento transforma uma crise política em um teste estrutural sem precedentes para o Estado sul-coreano.
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A gravidade da acusação: Traição ao Estado
O pedido foi apresentado pela equipe de investigação chefiada por Cho Eun-seok, que classifica Yoon como o “chefe da insurreição”. Segundo os autos do processo, o então presidente teria atuado diretamente para subverter a ordem constitucional ao tentar ativar mecanismos de exceção que colocariam o país sob controle militar.
Na prática, a promotoria enquadra o episódio como traição ao Estado. Esta é uma das poucas tipificações que ainda permitem a pena capital na legislação sul-coreana, embora o país mantenha uma moratória informal de execuções há décadas.
@boiagentone South Korea prosecutors seek death penalty for former President Yoon Suk Yeol Charged with leading an insurrection through his December 2024 martial law declaration If convicted, he 🅱️ecomes second Korean president sentenced for insurrection after Chun Doo-hwan Ruling expected in February
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Reação política: O silêncio calculado do governo
O impacto em Seul foi imediato. O People Power Party (PPP), legenda à qual Yoon esteve ligado, optou por um distanciamento cirúrgico. O porta-voz sênior, Park Seong-hoon, afirmou que não cabe ao partido comentar pedidos de sentença judicial.
Internamente, a estratégia é tratar o ex-presidente como um “capítulo encerrado” para proteger a credibilidade institucional da sigla. Sob a liderança de Jang Dong-hyeok, a orientação atual é o isolamento total do que consideram um “ativo tóxico”.
O efeito dominó: Por que isso importa para o entretenimento e economia?
Para além do campo jurídico, o caso acende alertas globais. A Coreia do Sul construiu seu soft power baseado em estabilidade, previsibilidade econômica e exportação cultural (K-Pop e K-Dramas).
Quando um ex-líder é julgado por insurreição, esse tripé estremece:
• Indústria de Entretenimento: Cronogramas de grandes produções e eventos podem sofrer cautela máxima dos investidores.
• Economia: A instabilidade política gera incertezas que afetam gigantes como Samsung e Hyundai.
• Imagem Internacional: O país precisa provar que suas instituições são fortes o suficiente para punir o poder máximo sem destruir sua legitimidade.
Próximos passos do julgamento
A Justiça deve anunciar a sentença de primeira instância em meados de fevereiro. Além de Yoon, aliados próximos, como o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, também enfrentam pedidos de punições severas, incluindo prisão perpétua.
Fonte: Com informações de KBS e Agências Internacionais.